Empresas são pressionadas por reajustes, com inflação em alta e faturamento em baixa

Depois de 1 ano em que entes historicamente antagônicos se uniram pelo objetivo comum da sobrevivência, a manutenção de empregos torna-se mais difícil em 2021. A recessão econômica perdura e seus efeitos se agravam, em um cenário que não deve se reverter enquanto sofrermos a pandemia de covid-19.

Nas negociações coletivas, os sindicatos laborais voltam a cobrar concessões de reajustes salariais, das quais abriram mão em 2020, diante da urgência quase única de se preservar os empregos, mesmo com suspensões temporárias de contratos ou reduções proporcionais de salários e jornadas de trabalho.

Trata-se de reivindicações legítimas, tanto pela função própria das entidades quanto pelo aumento da inflação, pressionando principalmente os bolsos dos mais pobres.

Do outro lado, a inflação também pesa e ameaça a manutenção das vagas de trabalho. Basta pensar na dificuldade de se manter as locações dos imóveis comerciais ao custo de um IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) que acumula alta de 37,75% nos últimos 12 meses. E esse é só um dos gastos que ameaçam empresas e, por consequência, empregos.

Só no Rio de Janeiro, por exemplo, 87,3% dos comerciantes constataram aumento nos preços cobrados por seus fornecedores em junho, de acordo com a “Visão do Empresário”.

Elaborada pelo Ifec-RJ (Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises Econômicas do Estado do Rio de Janeiro), a pesquisa aponta ainda que quase metade dos empresários do comércio precisaram demitir empregados ou dispensar colaboradores nos últimos 3 meses encerrado em junho. Foram 49,3% contra apenas 6,1% que puderam aumentar seus quadros.

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